PALESTRAS CONFIRMADAS

EMPONDERAMENTO DE POPULAÇÕES VIA EDUCAÇÃO: QUAL O PAPEL DA UNIVERSIDADE ALÉM DE SEUS MUROS? 

Viviane Nogueira 

Os três pilares, já bem conhecidos, da universidade são ensino, pesquisa e extensão. Ensinar e pesquisar são ações que a maioria de nós conhece. No entanto, a discussão sobre extensão, às vezes, parece ser mais fraca. A extensão é justamente a difusão dos benefícios e conquistas universitárias para além de seus muros. Portanto, é preciso discutir como promover a integração da população em geral com aquilo que se cria dentro da universidade!

VIVIANE NOGUEIRA

Formada em Biotecnologia pela Universidade do Amazonas, passou parte de sua graduação na Trinity Western University, no Canadá. Hoje é doutoranda no programa de Ciência da Saúde na Universidade Federal do Rio Grande do Norte tendo ênfase em Biologia Celular, Neuroendocrinologia comportamental e doenças negligenciadas.

REPRODUTIBILIDADE

Clarissa Carneiro

Tão importante quanto as descobertas de uma pesquisa, é a capacidade de se replicar os resultados encontrados por ela. Tal capacidade é denominada reprodutibilidade. Esse tipo de pesquisa visa tentar reproduzir resultados de estudos prévios, seja reforçando sua robustez metodológica ou indicando possíveis erros. As razões para a irreprodutibilidade de certos trabalhos podem ir desde erros metodológicos simples até mesmo manipulação de dados. No Brasil, há a Iniciativa Brasileira de Reprodutibilidade, uma iniciativa multicêntrica para estimar a reprodutibilidade da ciência biomédica brasileira. Financiada pelo Instituto Serrapilheira, sua meta é reproduzir uma amostra de 50 a 100 experimentos de artigos brasileiros em 3 a 5 áreas diferentes de pesquisa.
https://www.reprodutibilidade.bio.br/

CLARISSA CARNEIRO

Doutoranda do programa de Química Biológica no Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis na Universidade Federal do Rio de Janeiro, possui experiência nas áreas de confiabilidade científica, neurobiologia da memória, comportamento, bioestatística. Atualmente possui projetos com foco na avaliação da consistência e confiabilidade da literatura científica, além de fazer parte da equipe coordenadora da Iniciativa Brasileira de Reprodutibilidade.

FILOSOFIA NA CIÊNCIA

Victor Marques 

A construção da ciência se apoia no questionamento constante acerca de seu próprio desenvolvimento. Mais do que tentar responder perguntas, a filosofia da ciência levanta a discussão do modo como se produz conhecimento científico. O método aplicado, as ferramentas utilizadas, a população analisada, o tamanho amostral, as hipóteses propostas, os resultados encontrados. Tudo isso é fonte de análise (quase) inesgotável por parte daqueles que se dedicam a estudar o que está por trás do que vemos nas publicações.

VICTOR MARQUES

Professor da Universidade Federal do ABC. Possui mestrado em Filosofia pela Universidade Federal do Ceará e doutorado em Filosofia na PUCRS com sanduíche na Universidade de Bonn. Trabalha nas áreas de filosofia da biologia, filosofia da ciência, filosofia da mente, ontologia, além de pesquisar a relação entre as ciências naturais e a filosofia.

PERFIS DE SUSCEPTIBILIDADE E RESILIÊNCIA À DEPRESSÃO

Victor Duarte

Dentre os transtornos mentais mais comuns na população em geral, destaca-se a depressão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que mais de 300 milhões de pessoas sofram dessa desordem em todo o mundo. No Brasil, a porcentagem aproxima-se dos 6% da população. Ultimamente, muito se discute sobre o papel exercido por altos níveis de estresse e sua relação com a doença. Nessa palestra, serão abordados, dentre outros tópicos, aspectos fisiológicos relacionados a perfis de susceptibilidade e resiliência à doença.

VICTOR DUARTE

Possui mestrado e doutorado em Psicobiologia pela UFRN. É integrante do Laboratório de Farmacologia comportamental. Tem experiência nas áreas de farmacologia, neuropsicofarmacologia, psicobiologia, neurociências e neurofisiologia. Hoje está trabalhando com sistemas peptidérgicos e seu potencial terapêutico para o tratamento de transtornos psiquiátricos e nocicepção.

EVOLUTIONARY PSYCHOLOGY

Dandara Ramos

Sabemos que os humanos são extremamente complexos e apresentam um abrangente repertório comportamental, mas por que será que apresentamos certos comportamentos? Como nossa mente evoluiu? A psicologia evolucionista é uma abordagem que visa estudar como a mente e o comportamento humanos foram forjados com o passar do tempo, como fruto de um processo de adaptação para atender nossas atuais demandas como Homo sapiens.

DANDARA RAMOS

É pós-doutoranda na CIDACS/FIOCRUZ. Psicóloga, mestre em psicologia social (UERJ) e doutora em saúde coletiva pelo instituto de medicina social da UERJ. No CIDACS, faz parte da corte de 100 milhões e pesquisa o impacto do programa bolsa família na mortalidade na infância (menores de 5 anos), analisando também o efeito das desigualdades locais e o impacto do programa na mortalidade por causas especificas.

UNCOVERING NOVEL TARGETS FOR THE TREATMENT OF AGGRESSION USING ZEBRAFISH 

Will Norton

Although aggression is a common symptom of psychiatric disorders the drugs available to treat it are non-specific and can have unwanted side effects. The zebrafish is an ideal model for aggression research. Zebrafish are small, amenable to genetic and pharmacological manipulation, and agonistic behaviour can be measured reliably. We have established a novel setup to automatically quantify aggression and locomotion in one-month old juvenile zebrafish, a stage at which fish exhibit adult-like behaviour but are small so that one camera can film several animals. We have validated our novel software by comparison to manual quantification of behaviour, characterised the aggression of one-month old fish and demonstrated that we can detect alterations to aggression caused by mutation or drug application. We have screened around 100 novel drugs for their ability to alter behaviour and identified three compounds that can reduce aggression but not locomotion. We will present our latest findings showing changes to both larval and adult behaviour upon drug application.

WILL NORTON

Professor da University of Leicester na Inglaterra, integra o Departamento do Biologia e apresenta estudos principalmente em fisiologia e comportamento. Seu foco de pesquisa se concentra no estudo de genes e sistemas neurais se enfatizando em doenças humanas relacionadas à agressão. Assim como apresenta estudos com genes ligados a déficit de atenção e hiperatividade.

A IMPORTÂNCIA DA CULTURA ANIMAL PARA A CONSERVAÇÃO

Renata Sousa Lima

A manutenção de um ambiente ecologicamente equilibrado depende de estudos teóricos e aplicados relacionados com a conservação da fauna e da flora. Os estudos vão desde levantamento das espécies da região, até avaliação de políticas públicas de conservação, modelagem de cenários e avaliação do status e risco de extinção, por exemplo. E dentro desse contexto, a palestra em questão irá abordar a importância dos aspectos da cultura animal para a conservação de espécies.

RENATA SOUSA LIMA

Possui título de phD em Comportamento Animal pela Cornell University (EUA) onde recebeu o prêmio inovação tecnológica do programa Canon de Ciência em parques nacionais. Atualmente é professora adjunta da UFRN e orientadora de doutorado e mestrado no Ppg em Psicobiologia e Ecologia. Tem experiência na área de zoologia e ecologia, com ênfase em comportamento e conservação das espécies animais.

MODULAÇÃO HORMONAL E PLASTICIDADE COMPORTAMENTAL 

Maria Bernadete

(Em construção)

MARIA BERNADETE

Possui mestrado e doutorado em Fisiologia pela USP/Ribeirão Preto. Realizou estágio de pós-doutorado na University of Wisconsin em Etologia Fisiológica (1996 - 1997), no Wisconsin National Primate Research Center. Atualmente é professora titular do Instituto do Cérebro. 

DESVENDANDO OS GENES DOS COMPORTAMENTOS COMPLEXOS EM RATOS DE LABORATÓRIO

Geison Izidio

O estudo de fatores genéticos atrelados ao comportamento foi um dos pontos de união entre a psicologia e a biologia. Com o avanço dos trabalhos na área, da compreensão das bases da informação genética, e dos esforços para se descrever os genomas das espécies, ampliava-se um caminho para possíveis esclarecimentos dentro do comportamento animal.

GEISON IZIDIO

Possui mestrado e doutorado em Farmacologia do Sistema Nervoso pela UFSC e pós-doutorado em Psicobiologia na UFRN. Faz parte da diretoria da Sociedade Brasileira de Genética. Atualmente é professor adjunto da UFSC e apresenta pesquisas na área de genética neurocomportamental, farmacogenética e neuropsicofarmacologia.

CIÊNCIA NA ESCOLA: ENSINAR A PENSAR. DESAFIOS DA EDUCAÇÃO CIENTÍFICA NO SÉCULO XXI

Isauro Beltrán

É possível dizer que o anticientificismo vem crescendo significativamente nos últimos anos, conforme visto em redes sociais e plataformas de produção de conteúdo. A sociedade (principalmente sua parcela de pesquisadores), se depara com discussões que vão desde a incompreensão sobre o funcionamento de vacinas, até o formato do nosso planeta! Sabemos que a academia, por si só, possui boa parcela de culpa quando falamos do distanciamento entre produção científica e sua extensão à sociedade. No entanto, o pensamento científico não é foco dos currículos escolares desde o ensino básico. De que maneira as escolas podem ampliar as discussões sobre ciência e sua produção? Qual seria o impacto dessas possíveis mudanças na educação escolar? Isauro Beltrán propõe uma discussão sobre como a escola deve ajudar a desenvolver o pensamento cientifico dos estudantes.

ISAURO BELTRÁN

Possui licenciatura em Química pelo Instituto Superior Pedagógico E. J. Varora Havana, mestrado em Química e doutorado em Ciências Pedagógicas pelo Instituto Superior Politécnico J. A. Echeverría Havana. Tem experiência na área de ensino de química, com ênfase em determinação de estrutura de compostos inorgânicos, na formação do professor de química e na formação de conceitos científicos.  

COGNIÇÃO E MEMÓRIA

Janine Rossato

Lembrar onde deixamos as chaves, associar corretamente os nomes e rostos de quem estuda conosco e conseguir ler um livro longo, são todos momentos do dia onde sabemos que estamos utilizando a memória. Mas a memória faz parte do conjunto de fatores que denominamos de cognição. E a cognição é o que nos permite uma integração complexa com o ambiente e com os indivíduos a nossa volta.

JANINE ROSSATO

Possui doutorado em Bioquímica pela UFRGS, pós doutorado em Ciências da Saúde pela PUCRS e em Ciências Biológicas pela University of Edinburgh. Atua na área da neurociência, com ênfase em aprendizado e memória. Sua área de pesquisa atual está focada na investigação de como experiências previas afetam a posterior formação e manutenção das memórias. 

TWENTY YEARS FOLLOWING RECONSOLIDATION'S FOOTPRINTS: FROM BASIC TO TRANSLATIONAL RESEARCH

Maria Eugênia Pedreira

The ability to make predictions based on stored information is a general coding strategy.  Would this capacity imply an important flexibility to rewrite memories as a consequence of a permanent changing world? In the last years, it has been shown that acquired memories can become active and update its content or strength by the labilization-reconsolidation process. In this Lecture, I would like to show you the route that my group took in the last twenty years following the footprints of the reconsolidation process. Initially, the theoretical framework and  our first contributions in crabs. Then, the passage to humans, the functions of the process and its neural footprints. Finally, I want to analyze not only the future avenues whereas the reconsolidation process could open a novel therapeutic window to modify dysfunctional memories and/or to improve memories of everyday life, but also as a mechanism for maintenance of some psychopathologies such as anxiety disorders.

MARIA EUGENIA

Doutora em ciências biológicas, atua como pesquisadora independente pelo Instituto de Fisiologia, Biologia Molecular e Neurociências em Buenos Aires. É integrante do Conselho Nacional de Investigações Cientificas e Técnicas. Tem como interesse principal o estudo de reconsolidação, predição de erros e transtornos de ansiedade.

ÉTICA NA PESQUISA

Katie Almondes

A ciência é composta por diversas áreas de pesquisas que diferem bastante entre si, mas algo une todas elas: a ética na pesquisa. Não apenas os potenciais benefícios provindos de um estudo devem ser levados em conta. É necessário que haja uma responsabilidade por parte do pesquisador quanto às questões éticas envolvidas. Quantos indivíduos são necessários para a pesquisa? No caso de humanos, há concordância das pessoas em participar do experimento? Essas e outras ponderações são essenciais para um desenvolvimento saudável da ciência.

KATIE ALMONDES

Mestrado e doutorado em Psicobiologia pela UFRN e pós-doutorado pela Universidade de Salamanca e Universidade Federal de Minas Gerais. Psicóloga clinica e hospitalar/saúde, integrante do comitê de ética da UFRN, coordenadora da base de pesquisa Neurociências aplicadas, processos básicos e cronobiologia, coordenadora do AMBSONO (ambulatório de sono), do SENE (serviço de neuropsicologia do envelhecimento) e do serviço de psicologia do SAMU.

ARTIFICIAL INTELLIGENCE

Wallace Bessa

A inteligência artificial (AI, em inglês) pode nos remeter a temáticas de ficção científica, mas há alguns anos já tem feito parte de nossa realidade diária. Algoritmos semelhantes aos utilizados por nossas mentes na resolução de problemas podem servir de base para o desenvolvimento de tecnologias que possuem a capacidade de replicar e "aprender". E decorrente desses processos de inovação em tecnologia e ciência, surgem também as discussões de limites e barreiras, tanto éticas quanto físicas, a serem enfrentadas.

WALLACE BESSA

Com mestrado em Engenharia Mecânica pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e parte do seu doutorado realizado na Technische Universitat Hamburg-Harburg (TUHH), Alemanha, foi agraciado com uma bolsa CAPES/Humboldt para pesquisadores experientes, atuando como professor visitante no Institute of Mechanics and Ocean Engineering (TUHH). Tem experiência em controle não-linear, sistemas inteligentes, robótica, lógica difusa (fuzzy logic), redes neurais artificiais e dinâmica não-linear.

DESREGULADORES ENDÓCRINOS

Glaecir Dias

A contaminação ambiental possui efeitos perceptíveis nos habitats ao redor dos seres humanos que sinalizam possíveis riscos. Ao mesmo tempo, exposições a diferentes substâncias químicas de origem natural ou sintética, como os Desreguladores Endócrinos, que podem ocorrer em doses extremamente baixas, interferem no Sistema Endócrino, afetando desde o desenvolvimento, a manutenção das funções fisiológicas e a reprodução! Pesticidas, detergentes, repelentes, desinfetantes, solventes, retardantes de chama, plastificantes, metais pesados, entre tantos outros "Desreguladores Endócrinos", alcançam os seres humanos através do ar, solo, água e alimentos contaminados, além de serem transmitidos da mãe para o feto na gestação e, posteriormente, durante a lactação! Assim, muitos riscos à nossa saúde e ao meio ambiente podem derivar de produtos de nosso uso diário, como os plásticos, por exemplo!

GLAECIR DIAS

Farmacêutica, especialista em Toxicologia Aplicada pela PUCRS, Mestre e Doutora em Bioquímica Toxicológica pela UFSM e Pós-Doutorado no IBCCF-UFRJ. Pesquisa efeitos bioquímicos e comportamentais em modelos de patologias humanas e de exposição a agentes tóxicos com enfoque principal sobre aspectos relacionados à fisiologia dos hormônios tireoidianos.

DA PERSONALIDADE AOS MECANISMOS SUBJACENTES EM PEIXES

Benjamin Geffroy

Peixes possuem uma incrível capacidade de reproduzir, desenvolver e prosperar em diferentes situações, fator que desperta interesse em estudar os mecanismos fisiológicos que permitem a esses animais lidar com o ambiente. Além dos mecanismos fisiológicos proximais, diretamente envolvidos na reprodução e na diferenciação sexual, explora-se também as causas finais relacionadas à determinação do sexo (do nível gênico ao ambiental). No geral, Benjamin agrupa suas pesquisas em um contexto ecológico e de conservação, na tentativa de decifrar alguns dos vários mecanismos fisiológicos e comportamentais que desencadeiam mudanças no nível populacional.

BENJAMIN GEFFROY

Possui mestrado em biologia marinha e phD em fisiologia reprodutiva e ecologia comportamental pela University of Pau. Pesquisador pelo Instituto Infremer na Universidade de Montpellier, na França. Estuda a capacidade de peixes em se adaptarem a diferentes ambientes com enfoque em comportamentos reprodutivos e desenvolvimento.

COMUNICAÇÃO VOCAL EM SAGUIS

Daniel Takahashi

Comunicação vocal é um belo exemplo de fenômeno complexo na natureza. Presente em inúmeras espécies, facilita outros comportamentos como manutenção do grupo, encontro de parceiros, cuidado da prole. Espera-se que um comportamento dessa magnitude tenha um passado evolutivo ainda com grande potencial a ser explorado, podendo ser fonte de pesquisas quanto a etogênese dessas interações vocais, juntamente aos mecanismos fisiológicos e neurais que permitiram aos animais esse tipo de comunicação.

DANIEL TAKAHASHI

Doutor em bioinformática pela USP, com pós doutorado em ciências da saúde pela Princeton University e em ciências exatas pela USP. Tem como interesse principal entender a base fisiológica, ontogenética e evolutiva da comunicação vocal entre primatas.

Programa de Pós-Graduação em Psicobiologia
Centro de Biociências UFRN-Natal

AV. Sen. Salgado Filho, 3000, Lagoa Nova 

Natal (RN) - CEP: 59078-970

(084) 3215-3409 – Ramal: 205 

E-mail: simpsicobio@gmail.com

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